Em uma das manhãs mais tranquilas da nossa semana em Florianópolis, saímos cedo de scooter em direção ao sul da ilha, rumo ao Ribeirão da Ilha. O céu estava límpido, o ar já quente, mas ainda carregando aquela calma preguiçosa de começo de dia. O trajeto em si foi um prazer—estradas silenciosas, curvas suaves e, de vez em quando, uma vista do mar entre as árvores. Ao chegar na vila, a sensação era de ter entrado de lado em outro século.

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Ribeirão da Ilha é um dos assentamentos mais antigos da Ilha de Santa Catarina—e envelhece com charme. Casinhas coloniais coloridas alinhavam-se à beira-mar, com fachadas em tons pastéis levemente descascadas—o suficiente para parecerem charmosas, não abandonadas. Muitas traziam murais com temas marítimos ou mosaicos de azulejo nas paredes. Algumas aves costeiras andavam pela orla, claramente sem pressa de começar o dia.



A vila ainda despertava. Restaurantes e bares fechados, cadeiras empilhadas, portas entreabertas deixando entrar a brisa da manhã. A antiga igreja de Nossa Senhora da Lapa, modesta e marcada pelo tempo, observava a baía com aquela autoridade serena que só os séculos conferem. Caminhamos devagar pela faixa de areia, onde algumas casas foram construídas diretamente na praia—tão próximas da água que as ondas chegavam a tocar suas fundações. Quase não havia ninguém por perto—só nós dois, os pássaros, o som do mar e aquela paz dourada que dá vontade de sussurrar.



Após a caminhada, seguimos em direção ao leste da ilha. Ao subir a colina para sair da vila, tivemos uma vista perfeita de Ribeirão e da baía—tudo lá embaixo como uma pintura em miniatura: telhados, barcos e água cochilando sob o sol. Um pouco mais à frente, passamos por Sertão do Ribeirão, um vilarejo de montanha escondido que parecia ter sido transplantado da Suíça para o sul do Brasil: casas de madeira, colinas onduladas e uma serenidade arrumada que destoava do estilo mais descontraído do litoral da ilha.


Fizemos uma pequena trilha até a Cachoeira do Sertão, também conhecida como Cachoeira da Carambina (localização), apenas cinco minutos por uma mata densa e verde. O caminho era tranquilo, com o ar mais fresco sob as árvores. A cachoeira não era enorme, mas era isolada e revigorante, caindo em uma piscina rasa e cristalina—um bom lugar para ficar sem pressa.

Por fim, descemos as montanhas rumo à Lagoa do Peri e à Praia da Armação, do outro lado da ilha.
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