A Praia Lagoinha do Leste é uma praia remota localizada na costa sudeste da Ilha de Santa Catarina, que abriga Florianópolis no sul do Brasil. Cercada pela Mata Atlântica e por penhascos inclinados, é acessível apenas por trilhas ou de barco, o que ajuda a preservar seu caráter selvagem e isolado. A praia também é conhecida pela lagoa que leva o mesmo nome, que se forma logo atrás da faixa de areia e contribui para a diversidade ecológica da região. Foi, de longe, minha preferida entre mais de uma dúzia de praias que visitamos durante nossa semana em Florianópolis.

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Os barcos para a Lagoinha do Leste partem da vila de pescadores vizinha, o Pântano do Sul. Não têm horário fixo, custam 50 reais e levam cerca de meia hora.
Para chegar à praia por trilha, há duas opções:
- A trilha comum a partir do Pântano do Sul. 2,1 km por trecho, com 200 metros de subida e descida.
- E a trilha a partir da Praia da Armação. 4,5 km por trecho, com 90 metros de subida e descida.
Fizemos a primeira trilha em uma caminhada leve no fim da tarde, depois de passar o dia de scooter pela ilha. O caminho é bem marcado e tranquilo, com aclives suaves. Bem fácil para qualquer pessoa com o mínimo de experiência em trilhas. Pode ficar um pouco lamacento e escorregadio com chuva, então é bom usar um calçado adequado. Também é possível fazer este passeio guiado, caso queira mais segurança ou companhia.
Estacionamos a scooter na estrada principal e subimos a rua asfaltada até o início da trilha (localização). Tinha uma lojinha na esquina para comprar água. Depois de algumas pousadas rústicas, havia um portão de madeira com uma placa “Entrada do Parque” e um antigo painel informativo—agora tomado por adesivos e rabiscos—sobre a trilha. Passamos por ele e entramos no verde.

A trilha era totalmente envolvida pela Mata Atlântica intocada. Observando plantas elegantes, passarinhos saltitantes e aranhas enormes em teias intricadas, chegamos à crista.

Daqui, algumas trilhas secundárias se ramificam: uma para o pico do Morro do Matadeiro ao norte, outra para o Morro do Pântano ao sul, e uma para o Morro da Caroa—o clássico mirante rochoso que aparece em nove a cada dez fotos de buscas pela Lagoinha do Leste. Saímos da trilha principal e fizemos o desvio para este último.

O caminho até lá era um pouco mais exigente, com trechos mais íngremes e vegetação densa. A vista era absolutamente espetacular: a lagoa serpenteando e a longa praia sendo batida ritmicamente pelas ondas do Atlântico sem fim. Como já eram quase 17h, havia pouquíssimas pessoas na praia. Admiramos a paisagem na companhia do nosso novo amigo, um alienígena verde mutilado, e descemos pela trilha aberta e íngreme até a areia.


Os últimos visitantes já tinham ido embora, os quiosques estavam fechados, e a torre de vigilância já não tinha guarda. A praia era só nossa. Essa é a vantagem de vir nesse horário. A desvantagem era que já estava frio e tarde para nadar. Ficamos um pouco por ali e depois corremos de volta à trilha principal, chegando na moto pouco antes do anoitecer.

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Fotos
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