Chegamos em Jurerê no início da tarde, depois de percorrer de scooter o norte da ilha de Santa Catarina, com paradas em Santo Antônio e na Praia da Daniela já no retrovisor. As nuvens pairavam baixas, mas sem chuva, espalhando uma luz suave sobre a costa enquanto estacionávamos perto da trilha para a Fortaleza de São José da Ponta Grossa.

Aviso de afiliação: Ao adquirir produtos ou serviços por meio dos links deste post, posso receber uma pequena comissão com base no lucro do vendedor, sem que você pague nenhum centavo a mais. Isso me ajuda muito a manter e enriquecer este site. Obrigado!
Construído entre 1740 e 1744 por ordem do brigadeiro José da Silva Pais, o forte fazia parte de um plano militar maior para defender a estratégica baía norte da ilha. Junto às fortalezas vizinhas de Santa Cruz de Anhatomirim e Santo Antônio de Ratones, formava um sistema triangular de defesa contra invasores vindos pelo mar. A estrutura se estende em terraços pela encosta rochosa—paredes grossas de granito, uma série de plataformas defensivas e uma pequena capela caiada suspensa sobre o mar. Hoje, é um patrimônio nacional mantido pela Universidade Federal de Santa Catarina. A entrada custava 16 reais, mas decidimos não entrar.

Em vez disso, contornamos os arredores, onde a trilha passa por vegetação retorcida e oferece vistas amplas do Atlântico aberto. O forte permanecia silencioso às nossas costas, enquanto à frente a costa se estendia em longos traços azul-acinzentados. Não era difícil imaginar sentinelas do século XVIII vigiando essas mesmas águas, atentos a velas no horizonte.

Descemos até a Praia do Forte, uma praia que parece ter escapado por entre as brechas do desenvolvimento moderno. Cercada por morros verdes e densos, é pequena, silenciosa e felizmente pouco urbanizada—apenas algumas casas escondidas entre a vegetação e poucas pessoas espalhadas pela areia. O mar estava calmo e o ar cheirava a sal e floresta. Caminhamos por ela devagar, sem pressa nem necessidade de conversa.


De lá, seguimos para Jurerê, onde tudo muda. O clima se transformou instantaneamente—apartamentos de luxo e vilas caiadas de branco, calçadas bem cuidadas, carros sofisticados. O calçadão de pedestres era ladeado por boutiques de grife e cafés da moda, tudo impecável e pronto para os mais abastados. No centro, erguia-se uma torre coberta de hera, parte do IL Campanario Villaggio Resort, parecendo um campanário italiano deslocado entre palmeiras e vitrines de grife.


Haviam vários palcos espalhados pela cidade, e acabamos encontrando alguns shows ao vivo acontecendo em plena luz do dia—sem saber se era por algum evento especial ou apenas um fim de semana típico na alta temporada. Mesmo sob o céu cinzento, a Praia de Jurerê estava movimentada, seu longo trecho de areia tomado por banhistas e adoradores do sol. É o tipo de lugar feito para quem gosta de praia com um toque de glamour—e um coquetel gelado nunca muito longe.


Depois de observar o vai e vem das pessoas e passear pelas ruas impecáveis, seguimos adiante, deixando o brilho para trás em busca de cantos mais tranquilos da ilha. Mas o contraste—entre o antigo forte de pedra, a praia envolta por floresta e o luxo moderno de Jurerê—foi um dos aspectos mais marcantes da viagem.

Hospedagem & Atividades em Florianópolis
O Stay22 é uma ferramenta prática que reúne hospedagens, experiências e restaurantes em um mapa interativo. Passe o mouse para ver os detalhes, use o ícone de configurações para ajustar preferências e ative camadas úteis como linhas de transporte ou pontos turísticos. Também é possível clicar em Mostrar Lista para visualizar as opções em formato de lista. Reservando pelo mapa, eu recebo uma pequena comissão sem custo extra para você — e assim você ajuda a manter este site no ar. Muito obrigado!
Videos
Fotos
Veja (e use, se quiser) todas as minhas fotos da Praia do Forte e de Jurerê em alta resolução.