Depois de cinco meses viajando pelo Brasil, Uruguai e Argentina, era hora de encerrar nossa jornada sul-americana de 2025 com alguns dias no Paraguai. Estávamos em Puerto Iguazú, logo após visitar as majestosas Cataratas do Iguaçu. Agora, precisávamos atravessar duas fronteiras — via Foz do Iguaçu, no Brasil — até Ciudad del Este, no Paraguai.
Ônibus diretos para Ciudad del Este, operados pela empresa Rio Uruguay, saem a cada hora do terminal rodoviário principal de Puerto Iguazú (localização). Pegamos um às 10h45 e compramos as passagens na hora por 6.000 ARS (cerca de $4,50).

Assim como na nossa visita ao lado brasileiro das cataratas, passamos rapidamente pela primeira fronteira, da Argentina para o Brasil. O ônibus só fez uma breve pausa no controle migratório argentino e entramos no Brasil sem carimbo. Foi aí que cometemos o erro.
Para aliviar a carga sobre os postos de imigração, devido ao grande número de turistas fazendo bate-volta da Argentina, as autoridades brasileiras permitem que os ônibus passem sem controle. Como não estávamos voltando no mesmo dia — como descobriríamos da pior forma —, era nossa responsabilidade pedir ao motorista que parasse, passar pela imigração e pegar o próximo ônibus.
Algo parecido aconteceu na segunda fronteira, entre Brasil e Paraguai. Devido à integração econômica entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, os cidadãos das duas cidades podem circular livremente. Mais uma vez, era nossa responsabilidade descer e carimbar o passaporte nos dois lados. Mas nem pensamos nisso naquele momento, mesmo tendo tempo de sobra…

Apesar da ausência de controles, essa parte da viagem foi excruciantemente lenta por causa do trânsito. Presos em um comboio de caminhões antigos, barulhentos e poluentes, levamos duas horas para cruzar a ponte de 2 km entre os dois países. Só quando fomos deixados no centro de Ciudad del Este é que percebemos que não tínhamos carimbado os passaportes.
Devíamos ter previsto isso. Apenas uma semana antes, já tínhamos passado por uma situação parecida numa viagem de um dia de Posadas às Ruínas Jesuíticas de Trinidad, no Paraguai. Naquela ocasião, passamos normalmente pela imigração, mas, por algum motivo desconhecido, o oficial paraguaio não carimbou nossos passaportes.
Ao voltarmos mais tarde naquele mesmo dia, outro oficial percebeu a ausência dos carimbos e tentou nos multar. Precisei protestar bastante — já que aquilo claramente não era culpa minha — até que ela finalmente desistiu.
Agora, em Ciudad del Este, percebemos que provavelmente estávamos encrencados. Enquanto esperávamos o horário do check-in, nos abrigamos em um café e lemos vários relatos parecidos — a maioria terminava com os viajantes tendo que pagar multa. Nada animador.
Assim que o check-in abriu, largamos as mochilas no quarto e fomos direto de volta à fronteira.
O oficial do lado paraguaio foi simpático e cooperativo. Claramente já estava acostumado com esse tipo de situação — pegou nossos passaportes e foi buscar o carimbo antes mesmo de terminarmos de explicar. Mas então notou que, além do carimbo de entrada no Paraguai, também nos faltava o carimbo de saída do Brasil. Não podia fazer nada até resolvermos isso, e nos mandou de volta para conseguir o carimbo brasileiro primeiro.
Aproveitando a bela vista do rio Paraná a partir da ponte, logo chegamos ao lado brasileiro. A oficial lá também foi simpática e conhecia bem o problema, mas aí notou que, além do carimbo de saída, também não tínhamos o carimbo de entrada no Brasil. Lá vamos nós de novo.

Com pesar, ela nos disse que teríamos que voltar à fronteira argentina e pagar uma multa para conseguir o carimbo. Supliquei no meu melhor português improvisado. Ela hesitou, pegou nossos passaportes, pediu para esperarmos — sem prometer nada — e sumiu dentro do prédio. Cinco minutos depois, voltou com um grande sorriso e boas notícias.

Tudo acabou bem. Tivemos que ajustar um pouco os planos depois de perder tanto tempo, mas não foi um grande problema. Naquela tarde, exploramos Ciudad del Este e, na manhã seguinte, visitamos o Salto Monday antes de seguir para Villarrica.
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